5.1.1.4 End of Frame Time
O End of Frame Time é o tempo de repouso após um frame, que é necessário para comutar o repetidor no slave. Este tempo tem de ser dimensionado de forma a que as lacunas de um frame não conduzam a uma detecção incorreta do End of Frame Time. O ajuste do End of Frame Time é efetuado por meio dos interruptores DIP P1 a P3.
End of Frame Time |
P1 |
P2 |
P3 |
3 x Frame Time |
off |
off |
off |
|
|
|
|
100 ms |
on |
off |
off |
|
|
|
|
200 ms |
off |
on |
off |
|
|
|
|
500 ms |
on |
on |
off |
|
|
|
|
1 s |
off |
off |
on |
|
|
|
|
1 ms |
on |
off |
on |
|
|
|
|
10 ms |
off |
on |
on |
|
|
|
|
50 ms |
on |
on |
on |
|
|
|
|
Tabela 5.4: End of Frame Time, acoplador
O ajuste standard é 3 x Frame Time. Os ajustes 1 ms, 10 ms e 50 ms só foram implementados a partir da versão de Firmware 2.5 do acoplador MODBUS.
5.1.1.5 Modo ASCII/RTU
Existem dois modos de transmissão diferentes no MODBUS:
Modo ASCII: |
Cada byte (8 bit) é enviado sob a forma de 2 caracteres ASCII. |
Vantagem: |
São transmitidos os caracteres que podem ser representados. As |
|
lacunas entre os caracteres não têm de ser tomadas em conta, desde |
|
que não excedam um segundo. |
Modo RTU: |
Cada byte(8 bits) é composto por dois caracteres hexadecimais de 4 |
|
bits. |
Vantagem: |
Visto que para cada byte apenas é transmitido 1 caractere, é |
|
alcançada uma maior passagem de dados do que no modo ASCII. |
O ajuste é efetuado por meio do interruptor DIP P4.
Modo |
P4 |
|
|
ASCII |
off |
|
|
RTU |
on |
|
|
Tabela 5.5:Modo ASCII/RTU, acoplador
O ajuste standard é o modo RTU.
28 |
MODBUS / Configuração |
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01-03-16 |
|
5.1.1.6 Error Check
A partir do frame a transmitir no emissor (comando superior) é calculada uma soma de verificação (CRC). Esta soma é transmitida no frame para o receptor (acoplador). Se o Error Check estiver ativo, a soma de verificação é comparada com a soma de verificação no acoplador calculada segundo a mesma regra. O LED vermelho ‘CRC’ comunica um erro.
Atenção:
Esta opção não pode ser ajustada durante o funcionamento em curso!
O Error Check é ajustado com o interruptor DIP P5.
Error Check |
P5 |
|
|
Ignorado |
off |
|
|
é processado |
on |
|
|
Tabela 5.6: Error Check, acoplador
O ajuste standard é o Error Check ativado
5.1.1.7 Extended Functions
Ainda não se encontram disponíveis registros para outras possibilidades de diagnóstico interno (Extended Functions) no âmbito de endereços do acoplador, pelo que se deve manter o interruptor DIP P6 sempre no ajuste standard (off).
Extended Functions |
P6 |
|
|
sem |
off |
|
|
disponível |
on |
|
|
Tabela 5.7: Extended Functions,
No ajuste standard as outras possibilidades de diagnóstico estão desativadas.
MODBUS / Configuração |
29 |
01-03-16 |
|
|
5.1.1.8 Watchdog
O Watchdog serve para a vigilância da transmissão de dados entre o comando superior e o acoplador. Se depois de decorrido algum tempo previamente definido não tiver sido estabelecido nenhuma comunicação, o nó passa para um estado seguro, isto é, as saídas digitais do nó são definidas para 0 e as saídas analógicas para o valor mínimo (p. ex. em 4...20 mA para 4 mA).
O Watchdog é ativado com o interruptor DIP P7.
Watchdog |
P7 |
|
|
ativado |
off |
|
|
desativado |
on |
|
|
Tabela 5.8: Watchdog, acoplador
O ajuste standard é o Watchdog ativado.
A excitação do Watchdog é detalhadamente descrita no capítulo 5.3.2.
5.1.1.9 Atualização do Firmware
O interruptor DIP P8 permite efetuar o carregamento de um novo Firmware. Esta função ainda não está implementada pelo que o interruptor deve permanecer sempre no ajuste standard (off).
Atenção:
O interruptor DIP P8 só pode ser comutado para a atualização do Firmware. A comutação durante o funcionamento pode provocar funções incorretas!
Atualização Firmware |
P8 |
|
|
Funcionam. normal |
off |
|
|
Atualização Firmware |
on |
|
|
Tabela 5.9: Atualização Firmware, acoplador
O ajuste standard é o funcionamento normal.
30 |
MODBUS / Configuração |
|
01-03-16 |
|
5.1.2 Intercâmbio de dados entre o Master MODBUS e os terminais de bus
O intercâmbio de dados entre o Master MODBUS e o acoplador é efetuada através da leitura e do registro por bits ou bytes.
No acoplador existem 4 tipos diferentes de dados de processo:
•Palavras de entrada
•Palavras de saída
•Bits de entrada
•Bits de saída
Os endereços das palavras de dados na figura do processo das entradas e das saídas estão representados na figura seguinte:
MODBUSModbusMaster
|
Word |
Bit |
Word |
Word |
Bit |
Bit |
Hex |
0x000 |
0x000 ... |
0x000 |
0x200 |
0x000 ... |
0x200 ... |
|
|
0x00F |
|
|
0x00F |
0x20F |
Dez |
0 |
0 ... 15 |
0 |
512 |
0 ... 15 |
512 ... 527 |
Koppler |
|
PAE |
|
|
PAA |
|
Hex |
0x0FF |
0x0F0 ... |
0x0FF |
0x2FF |
0x0F0 ... |
0x2F0 ... |
|
|
0x0FF |
|
|
0x0FF |
0x2FF |
Dez |
255 |
240 ... 255 |
255 |
767 |
240 ... 255 |
752 ... 767 |
Entradas |
Entradas |
Saídas |
Saídas |
analógicas |
digitais |
analógicas |
digitais |
Terminais de bus |
750-4xx....6xx |
||
|
|||
Nó de bus de campo 750-312, 750-314, 750-315, 750-316 |
|||
PAE = Figura do processo das entradas
PAA = Figura do processo das saídas
Figura 5.2: Intercâmbio de dados entre o Master MODBUS e os terminais de bus |
g012813p |
MODBUS / Configuração |
31 |
01-03-16 |
|
|
O acesso por palavras aos terminais de entrada e de saída digitais é efetuado conforme a tabela seguinte:
Entradas/saídas |
8. |
7. |
6. |
5. |
4. |
3. |
2. |
1. |
16. |
15. |
14. |
13. |
12. |
11. |
10. |
9. |
digitais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Palavras de |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
Bit |
dados do |
15 |
14 |
13 |
12 |
11 |
10 |
9 |
8 |
7 |
6 |
5 |
4 |
3 |
2 |
1 |
0 |
processo |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Byte |
|
|
|
High-Byte |
|
|
|
Low-Byte |
|
|
|
|
|
|
||
|
|
|
|
D1 |
|
|
|
D0 |
|
|
|
|
|
|
|
|
Tabela 5.10: Atribuição de entradas/saídas digitais à palavra de dados de processo, acoplador |
|
|
||||||||||||||
5.1.3Endereçamento dos terminais de bus
•A disposição dos terminais de bus em um nó é arbitrária.
•endereçamento dos terminais de bus refere-se ao correspondente acoplador.
•endereçamento está organizado por palavras e começa tanto nas entradas como nas saídas com o endereço de palavra ‘0’.
•endereçamento dos terminais de bus corresponde à seqüência da sua disposição depois do acoplador. O endereçamento começa com os terminais de bus que ocupam um ou dois bit por canal, ou seja, juntam-se a estes. A quantidade dos bits ou dos bytes de entrada e de saída podem ser consultados nas respectivas folhas de dados dos terminais de bus.
•endereçamento dos terminais de bus que ocupam um ou dois bit por canal também é efetuado por palavras. Isto significa, que as 16 entradas ou saídas estão atribuídas a uma palavra. Se existirem menos canais, os restantes bits da palavra ficam livres ou estão reservados para expansões.
•Se um nó for expandido por terminais de bus adicionais aos quais estão atribuídos uma ou várias palavras por canal, os endereços dos terminais de bus são respetivamente deslocados com um ou dois bits por canal.
Largura de dados ≥ 1 palavra / canal |
Largura de dados = 1 bit / canal |
Terminais analógicos de entrada |
Terminais digitais de entrada |
Terminais analógicos de saída |
Terminais digitais de saída |
Terminais de entrada para termoelementos |
Terminais digitais de saída com diagnóstico (2 |
|
bits/canal) |
Terminais de entrada para sensores de resistores |
Terminais de alimentação com porta- |
|
fusíveis/diagnóstico |
Terminais de saída por largura de impulso |
Relé de carga Solid State |
Terminais de interfaces |
Terminais de saída de relé |
Contador ascendente/descendente |
|
Terminais de bus para a medição do ângulo e do |
|
curso |
|
Tabela 5.11: Largura de dados dos terminais de bus |
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MODBUS / Configuração |
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01-03-16 |
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